Alguma vez sentiste que o dia te estava a desafiar demais? Escrevo este artigo, aqui numa visão de partilha, visto que também eu sou humano. E mesmo tendo um conhecimento diferenciado sobre o comportamento humano… bem, nem sempre funciona no momento.
Este dia de que te vou falar, foi um daqueles dias em que os mais místicos, diriam que o universo me estava a querer dizer qualquer coisa… Os Coachs de fins de semana, diriam: Ignora a dor! a dor faz-te mais forte… mostra o valor que tens!!!
Acredito que os académicos diriam: Estudasees!!🤓
Mas eu só queria mesmo dizer aquela palavra que começa por F e na qual se sente os “ss” ao ser dita… e não é Fósseis!!!🤬 Pois é… Quando eu digo a quem me conhece, que tambem também tenho desses dias, metade não acredita… os outros fogem 😅
A verdade é que, mesmo para quem trabalha na área de desenvolvimento pessoal e inteligência emocional, esses momentos não desaparecem. Desenvolver a nossa inteligência emocional não significa sermos inabaláveis. Acredito que os monges Tibetanos, também rebatizam as esquinas das paredes quando elas lhes agridem o dedo mindinho do pé… mesmo antes de retomarem o controlo sobre as suas emoções. Neste dia ao qual me refiro, tive de me esforçar várias vezes para chegar a esse nível, mas porque a minha perceção era de que as paredes corriam atrás de mim para me trazer dor!
Mas então, perguntas-me tu… como lidar com esses dias difíceis? Aqui está a minha abordagem:
1º Pausa e Reflexão
Quando me deparo com situações que mexem comigo emocionalmente, o primeiro passo é parar, para que a coisa não tome medidas apocalípticas.
Em vez de me perder na frustração, paro e permito-me sentir. Não há problema em reconhecer que estou a sentir desconforto. É parte de ser Humano.
Depois de acalmar a minha mente e respirar fundo algumas vezes, o próximo passo é:
2. Identificar das Emoções
Identificar cada emoção que estou a sentir é o passo inteligente a seguir, lá porque pareço uma chaleira a ferver, não quer dizer que não saiba que é altura para que fui eu que me coloquei a jeito para ferver. Mas em vez de me afundar no desespero ou “exportar” a responsabilidade ( o Homer Simpson diria: “A culpa é minha eu ponho-a em quem eu quiser!”), dou um nome a cada sentimento:
3. Pergunta Crucial
A pergunta que faço a mim mesmo nessas altura é: “do you feel lucky punk?” … mas logo depois retomo a respiração e o foco em mim e pergunto-me: ” O que é que esta emoção me está a querer mostrar?”
Cada emoção, mesmo as mais desconfortáveis, tem uma função positiva. Elas são como sinais de alerta, indicando algo que precisa de atenção. Em vez de fugir delas, é necessário procurar compreender o motivo delas se expressarem, é preciso conhecer:
4. A Função das Emoções
Tal como no filme “Sozinho em Casa”, em que o Kevin teme o “Old Man Marley” por ser tão assustador, apenas para descobrir mais tarde, quando se permitiu a enfrentar o seu medo e perceber o que queria o gajo, é que percebeu que ele só queria ajudar.
As emoções muitas vezes têm um propósito benéfico. O “Old Man Marley” das nossas emoções não está ali para nos causar mal. Está ali para oferecer-nos algo que precisamos compreender. No fundo, cada emoção tem um propósito e uma função positiva, e quando percebemos isso, podemos finalmente:
5. Aceitar e agir
Finalmente, aceito que estas emoções estão a tentar dizer-me algo, e ao fazer isso é inevitável perceber a minha responsabilidade nos acontecimentos. E não fiques ai com coisas de que nem sempre temos responsabilidade das coisas…. não agir tambem é uma ação. Ficar calado e não nos defendermos, tambem é uma responsabilidade nossa.
Ao assumir a responsabilidade de perceber as emoções e os comportamentos que as desencadearam, consigo lidar com elas de forma construtiva.
Este processo não apenas alivia o desconforto imediato, mas também contribui para o meu crescimento pessoal e profissional.
Os Estoicos defendiam que não existem acontecimentos bons ou maus, somos nós que lhe damos significado… as coisas simplesmente são o que são. Isentas…
Pelo menos, até lhe darmos um pontapé e pôr-mos a responsabilidade para fora de nós.
As emoções são como o sinal que se acende no carro a dizer que alguma coisa precisa de atenção. A parte de nós que gere as emoções é altamente metafórica e sensorial, apenas nos dá sinais. Quanto maior for o sinal, maior é a importância do que se está a passar. Quanto mais tempo passarmos sem resolver o que precisa de ser resolvido, maior é sinal que vamos receber.